UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS

PRO-REITORIA DE GRADUAÇÃO

DIRETORIA DE REGISTRO E CONTROLE ACADÊMICO

CONTEÚDO DE DISCIPLINA





CARGA HORÁRIA

CÓDIGO

DENOMINAÇÃO

CR.

TEÓR.

PRÁT.

TOT.

COM185

Introdução à Filosofia da Ciência

4

4

0

4

DEPARTAMENTO

PROFESSOR(ES)


DCC


José Monserrat Neto



OFERECIDA PARA O (S)CURSO (S) DE:


Todos os cursos da UFLA


Ementa (Síntese do Conteúdo)


O senso comum da ciência; o indutivismo e seu método lógico dedutivo, a ciência como conhecimento derivado dos dados da experiência, o paradoxo da indução, a relação inseparável entre observação e teoria; o falsificacionismo e seu critério de falsibilidade; clareza, precisão e grau de falsibilidade; comparação e limitações das visões indutivista e falsificacionista da ciência; teorias como um todo estruturado, o programa de pesquisas de Lakatos, o paradigma científico de Kuhn, o papel da revolução científica e a ciência normal; o racionalismo versus relativismo na evolução das teorias científicas, a ciência como uma prática social; a visão do realismo não representativo e de outras perspectivas. O que é Ciência afinal?



Objetivo


Apresentar historicamente e debater as principais correntes filosóficas que procuram explicar o fenômeno Ciência, desde os seus primórdios até os dias atuais. Introduzir conceitos e idéias que ajudem a compreender o papel da ciência na sociedade contemporânea.







          1. Conteúdo Programático

1. Introdução

1.1. Apresentação do professor e alunos

1.2. Apresentação do plano de curso

1.3. Metodologia do ensino – aprendizagem e avaliação

1.4. A disciplina no currículo e integração com outras disciplinas

1.5. A disciplina de formação do profissional e da pessoa


2. Indutivismo

2.1. Uma concepção de senso comum da ciência amplamente aceita

2.2. Ciência como conhecimento derivado dos dados da experiência

2.3. Indutivismo ingênuo e raciocínio lógico e dedutivo

2.4. O problema da indução

2.5. A dependência que a teoria tem da teoria


3. Falsificacionismo

3.1. Falsibilidade como critério para teorias

3.2. Grau de falsificabilidade, clareza e precisão

3.3. Falsificacionismo e progresso

3.4. Comparação das visões indutivista e falsificacionista

3.5. Limitações do falsificacionismo


4. Teorias como estruturas

4.1. Teorias como um todo estruturado

4.2. Os programas de pesquisa de Lakatos

4.3. Os paradigmas de Kuhn e a ciência normal

4.4. Crise e revolução

4.5. O polêmico papel da ciência normal e das revoluções


5. Racionalismo versus relativismo na evolução das teorias

5.1. Racionalismo e relativismo

5.2. Individualismo e objetivismo

5.3. A ciência como uma prática social

5.4. Realismo não-representativo e outras perspectivas sobre a ciência

5.5. O que é ciência, afinal?


6. Avaliação

6.1. Avaliação do conteúdo do curso

6.2. Avaliação da atuação do aluno

6.3. Avaliação da atuação do professor

6.4. Avaliação das condições materiais, físicas… que envolvem o curso.






BIBLIOGRAFIA


Livro-texto:


CHALMERS, Alan – “O que é Ciência, afinal?”, Editora Brasiliense, 1982.



Bibliografia complementar:


CHALMERS, Alan – “A Fabricação da Ciência”, Editora Unesp, 1990.


KUHN, Thomas S. – “A Estrutura das Revoluções Científicas”, Editora Perspectiva, 1970.


PORTOCARRERO, Vera – “Filosofia, História e Sociologia das Ciências”,

organizado por Vera Portocarrero, Editora Fiocruz, 1994.